Combustível continua aumentando a inflação em novembro, como mostra o IPCA-15 - Sindicombustíveis

Comunicação

| Clipping

Combustível continua aumentando a inflação em novembro, como mostra o IPCA-15

26/11/2021

 - 

Fonte: Jornal do Commercio - Economia

A Região Metropolitana do Recife (RMR) registrou uma alta de 1,23% no IPCA-15, que é a prévia da inflação para o mês de novembro. Os transportes - o que inclui os combustíveis - continuam sendo os principais responsáveis pelo aumento do custo de vida. O percentual registrado na RMR foi maior do que a média nacional que ficou em 1,17%. "As pessoas não têm como escapar de uma alta no preço dos combustíveis, que atinge até quem não tem carro, porque fica tudo mais caro", explica a gerente de Planejamento e Gestão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fernanda Estelita.

O setor de transportes registrou uma alta de 3,66% e a gasolina foi o produto que mais impactou a inflação com uma alta de 8,97%. Entre os produtos e serviços pesquisados, o maior percentual individual ficou com o transporte por aplicativo que teve uma alta de 20,06%.

"É alto o reajuste da gasolina porque já incide sobre meses de aumentos sucessivos. A nossa malha de distribuição dos produtos é rodoviária e aí o aumento da gasolina e do diesel sempre acaba sendo repassado ao consumidor na compra de um alimento, remédio, etc", comenta Fernanda. No IPCA-15 de novembro, o diesel subiu 6,64% e o etanol apresentou uma redução de 1,62%. As passagens aéreas apresentaram uma redução de 10,81%. "Isso fez com que o setor de transportes não subisse ainda mais", revela Fernanda.

No Brasil, os preço dos combustíveis, em tese, são regulados pelo governo federal. No entanto, a Petrobras - que pertence à União - optou por repassar ao consumidor brasileiro a alta do preço do barril de petróleo no mercado internacional. É o maior preço dos últimos três anos. A alta do dólar também contribuiu para os brasileiros acabarem pagando mais reais pela mesma quantidade de combustível importado. O setor de transportes lidera os rankings da inflação tanto na variação acumulada do ano quanto no acumulado dos últimos 12 meses.

Ainda no IPCA-15 de novembro, o setor de vestuário registrou um alta de 2,40%. "Os produtos deste setor apresentaram um baixo consumo durante grande parte da pandemia, porque as pessoas estavam muito reclusas. Com a retomada da economia e a chegada do verão, ocorreu um aumento da demanda que está contribuindo para os preços subirem", afirma Fernanda.

Outro grupo que estava registrando grandes altas era o dos alimentos, mas o crescimento deste setor foi de 0,38% no IPCA-15 de novembro, que compara com o mês anterior. "Os alimentos tiveram uma série de aumentos sucessivos. E agora não há mais margem para aumentos. E os alimentos têm um peso grande na inflação", revela Fernanda. No ano passado, os alimentos foram os principais responsáveis pela inflação.

Também registraram altas: artigos de residência (1,32%), saúde e cuidados pessoais (0,75%), despesas pessoais (0,58%), comunicação (0,54%) e alimentação e bebidas (0,38%). Desta vez, a categoria habitação, que puxou a inflação para cima nos últimos meses, teve a alta menos expressiva, de 0,37%. "A energia elétrica e o gás de cozinha têm o maior peso no índice da habitação. Na prévia de novembro, ainda temos a influência da redução do PIS/Cofins na conta de luz, ocorrida em outubro. O gás de botijão, no entanto, subiu 3,62%", pontua Fernanda Estelita.

Entre os produtos e serviços com maiores reajustes, está o transporte por aplicativo, cuja variação de preço entre outubro e novembro foi de 20,06%, além do tomate, com alta de 13,81%, chocolate em barra e bombom (12,11%), batata-inglesa (9,9%) e a gasolina, item com maior impacto individual na inflação (8,97%).

Por outro lado, a maior queda de preços em novembro ficou por conta das passagens aéreas (-10,81%). Este tinha sido o item que mais havia aumentado de preço em outubro. Em segundo lugar, está a banana prata (-8,63%), a costela (-6,56%), a melancia (-6,12%) e a banana-da-terra (-5,44%).

ACUMULADO

No acumulado do ano, por outro lado, a Região Metropolitana do Recife (RMR) ficou em quarto lugar no ranking das maiores altas do IPCA-15, com 10,20%, acima da média nacional (9,57%) e atrás de Curitiba (10,91%), Porto Alegre (9,38%) e Fortaleza (9,06%). Já no acumulado dos últimos 12 meses, o Grande Recife está novamente na quarta posição, com alta de 11,30%, também acima da média brasileira (10,73%).

O IPCA-15 mede as variações de preço em nove grupos de produtos e serviços cujos preços foram coletados entre 14 de outubro e 12 de novembro. Todos tiveram alta, exceto Educação, cujos índices tiveram queda de 0,03%, próxima à estabilidade, impactado pela redução de 3,55% nos artigos de papelaria.

Veja mais

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nosso site.
Ao utilizar nosso site e suas ferramentas, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

Sindicombustíveis - Política de Privacidade

Esta política estabelece como ocorre o tratamento dos dados pessoais dos visitantes dos sites dos projetos gerenciados pelo Sindicombustíveis.

As informações coletadas de usuários ao preencher formulários inclusos neste site serão utilizadas apenas para fins de comunicação de nossas ações.

O presente site utiliza a tecnologia de cookies, através dos quais não é possível identificar diretamente o usuário. Entretanto, a partir deles é possível saber informações mais generalizadas, como geolocalização, navegador utilizado e se o acesso é por desktop ou mobile, além de identificar outras informações sobre hábitos de navegação.

O usuário tem direito a obter, em relação aos dados tratados pelo nosso site, a qualquer momento, a confirmação do armazenamento desses dados.

O consentimento do usuário titular dos dados será fornecido através do próprio site e seus formulários preenchidos.

De acordo com os termos estabelecidos nesta política, o Sindicombustíveis não divulgará dados pessoais.

Com o objetivo de garantir maior proteção das informações pessoais que estão no banco de dados, o Sindicombustíveis implementa medidas contra ameaças físicas e técnicas, a fim de proteger todas as informações pessoais para evitar uso e divulgação não autorizados.

fechar