Retomada das obras da Refinaria Abreu e Lima vai gerar 10 mil empregos e provocar novo boom em Suape - Sindicombustíveis

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Retomada das obras da Refinaria Abreu e Lima vai gerar 10 mil empregos e provocar novo boom em Suape

26/11/2021

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Fonte: Jornal do Commercio - Economia

Sabe aquele cenário de fardas penduradas nos varais das casas, que se tornou comum na época da construção da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Suape? Ele vai voltar. A Petrobras divulgou no seu Plano Estratégico 2022-2026 que vai investir US$ 1 bilhão (mais de R$ 5 bilhões) para concluir a obra. Isso significa que serão gerados 10 mil empregos no complexo. Os trabalhadores da construção pesada, que estavam com currículos guardados nas gavetas desde 2014, quando as obras da Rnest foram desmobilizadas, podem atualizar seus dados para disputar as vagas.

Nesta quinta-feira (25), durante coletiva de imprensa virtual para apresentação do Plano Estratégico, os diretores da Petrobras esclareceram que o interesse não é deixar de vender a operação, mas concluí-la para aumentar o valor do ativo e ampliar as chances de venda. A expectativa da criação de 10 mil empregos nos próximos anos chega em um momento importante para a economia de Pernambuco, que enfrenta o caos no mercado de trabalho.

O Estado tem ocupado o topo de um ranking negativo, aparecendo com a maior taxa de desemprego do Brasil, no 2º trimestre da Pnad Contínua divulgada pelo IBGE. Enquanto a taxa nacional ficou em 14,1%, a pernambucana alcançou assustadores 21,6%.

Guardadas as proporções (porque na época da construção da refinaria o número de trabalhadores chegou a 40 mil), os 10 mil empregos significam um novo boom em Suape. Mas também voltam a chamar atenção sobre os problemas que aconteceram no passado, como falta de infraestrutura das cidades para enfrentar o aumento das demandas sociais, necessidade de contratação de mão de obra de fora do Estado e problemas na Justiça do Trabalho com as empresas contratadas pela Petrobras.

LICITAÇÃO

Durante a coletiva, o diretor de Refino e Gás Natural da Petrobras, Rodrigo Costa, explicou como será feito o investimento de US$ 1 bilhão. Questionado pelo JC sobre a contratação das empresas que serão responsáveis pela conclusão do primeiro trem da Rnest, ele não divulgou nomes, mas disse que o processo está em fase final de licitação. Depois disso vai começar a contratar pessoal e iniciar as obras em Suape.

A conclusão da Refinaria vai permitir aumentar sua capacidade de processamentos dos atuais 115 mil barris para 230 mil barris por dia. Além da unidade de abatimento de emissões (Snox), que integra o primeiro trem, a Abreu e Lima ainda tem várias unidades a serem construídas, como a destilação atmosférica, o coqueamento retardado, e outras.

Envolvida na operação Lava Jato, a Rnest foi considerada a refinaria mais cara do mundo, graças ao alto valor de propina pago na época da construção. Segundo a Petrobras, o investimento na obra, que sequer foi concluída, chegou a US$ 18,5 bilhões.

O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Rodrigo Araújo, reforça que não há uma intenção de desistência da companhia de vender a unidade. "Existia um risco de que a não completação da obra influenciasse para que a Rnest não fosse vendida. Por isso, vamos concluir a refinaria para aumentar o valor do ativo e fazer uma venda mais bem sucedida. Vamos conversar com o Cade para ajustar o cronograma de venda e solicitar que as tratativas de abertura da venda não comecem apenas quando a obra terminar, mas ao longo da construção", adianta.

VENDA FRUSTRADA

O processo para tentativa de venda da Rnest se arrasta desde 2019, quando a estatal anunciou que pretendia se desfazer de oito plantas de refino distribuídas pelo País. No bolo, as refinarias Landulpho Alves (RLAM) e Isaac Sabbá (REMAN) já tiveram seus contratos de compra e venda assinados. Estavam no processo de finalização de venda também a Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), no Rio Grande do Sul, Refinaria Gabriel Passos (REGAP), em Minas Gerais, Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR), no Ceará, e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná.

De acordo com o Plano Estratégico para o quinquênio 2022-2026, a Petrobras aponta que, na área de Refino, serão investidos US$ 6,1 bilhões nos próximos cinco anos, sendo US$ 1,5 bilhão na integração entre a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) e o GasLub Itaboraí, para a produção de derivados de alta qualidade e óleos básicos, "a fim de aproveitar a crescente demanda do mercado de lubrificantes".

HISTÓRICO

A Refinaria Abreu e Lima está em operação há sete anos e é a mais moderna do País. Última unidade de refino entregue pela Petrobras, a Rnest teve custo de US$ 18,5 bilhões, segundo a Petrobras. O montante, no entanto, foi apontado na operação lava Jato com um sobrepreço de 566% em função do pagamento de propinas.

O custo, embora a unidade até hoje só atue com a produção de 130 mil barris por dia (1º trem), colocou o empreendimento como o mais caro do tipo no mundo, mesmo com uma performance que corresponde a 5% da capacidade total de refino de petróleo do País.

Atualmente, a Rnest produz diesel com baixo teor de enxofre (69% da produção), nafta, óleo combustível, coque e gás liquefeito de petróleo (GLP) e a gasolina A.

INVESTIMENTOS

Ao todo, o Plano Estratégico para o quinquênio 2022-2026 prevê investimentos de US$ 68 bilhões, valor 24% superior ao mesmo período do plano anterior.

Em 2021 são estimados mais de R$ 220 bilhões entre tributos e impostos recolhidos e dividendos pagos à União e demais entes federativos, segundo a Petrobras. Os pagamentos de participações governamentais, tributos e dividendos à União representarão 58% da geração de caixa operacional da empresa.

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