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Bolsonaro: Petrobras pode ajudar Suriname na exploração de petróleo e gás

20/01/2022

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Fonte: Pernambuco.Com - Política

Em viagem ao Suriname, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (20), durante declaração conjunta com o presidente do país, Chandrikapersad Santokhi, que a Petrobras poderá ajudar na exploração de gás e petróleo local.

"Trouxemos uma equipe de ministros que buscam atender as justas reivindicações de nossos países. Temos a oferecer ao país nossa expertise na prospecção de petróleo e, por isso, trouxemos o ministro das Minas e Energia (Bento Albuquerque). Eu cumprimento e agradeço o que conversamos há pouco, na possível prioridade para que o país, através da Petrobras, venha a colaborar na prospecção de petróleo e gás", apontou.

"Também trouxemos o nosso ministro Tarcísio, da Infraestrutura, para tratarmos de assuntos referentes às ligações físicas entre os nossos países. Também o almirante Rocha (da Secretaria de Assuntos Estratégicos), falando pela Defesa, em especial, pela segurança no mar. O ministro Anderson (Torres), da Justiça, para tratar de assuntos de crimes transnacionais, e também o nosso chanceler, Carlos França, que coordena o nosso trabalho. Temos muito o que oferecer um ao outro, bem como cooperar. Esse é o nosso sentimento e esse é o motivo da minha vinda aqui. Agradeço o honroso convite. Os nossos povos, os nossos países têm muito a ganhar", concluiu o chefe do Executivo brasileiro.

Já o presidente Santokhi ressaltou que o Suriname e o Brasil são países não apenas vinculados geograficamente, mas que "compartilham de fortes laços históricos e culturais". Ele ainda agradeceu o Brasil pelo envio de vacinas contra a Covid-19.

"A visita do presidente foi oportuna no sentido de consolidar ainda mais a parceria bilateral já forte existente para avançarmos rumo a uma cooperação estratégica no futuro. Saudar a prontidão brasileira em apoiar os esforços de vacinação no Suriname, oferecendo a doação de doses de vacinas contra a Covid-19 e várias outras doenças. Estou convencido de que nossa cooperação no futuro em várias áreas, entre elas comércio, energia, incluindo petróleo e gás, segurança, defesa e migração, renderão resultados concretos em benefício mútuo", apontou.

Por fim, o presidente surinamês destacou a necessidade de solidariedade entre os países em desenvolvimento.

"Concluí a reunião bilateral de hoje expressando a necessidade de haver solidariedade entre os países em desenvolvimento e reitero aqui, na medida que entendo ser pedra angular para o fomento de qualquer relação que possa persistir. A solidariedade, particularmente nesses tempos que correm, é fator fundamental e necessário para fazer avançar o desenvolvimento sustentável para toda a humanidade", pontuou.

O Itamaraty informou que “os chefes de Estado mantiveram ampla troca de visões no espírito de fortalecer e de aprofundar a compreensão dos interesses comuns, nos níveis bilateral, regional e internacional” e “intercambiaram impressões sobre assuntos como segurança e defesa, infraestrutura, energia, comércio e investimento, e meio ambiente”.

E completou: “Sublinharam os laços de amizade e cooperação que unem seus países, no marco da boa vizinhança e do respeito ao Direito Internacional, bem como dos princípios e propósitos consagrados na Carta das Nações Unidas”.

Ainda segundo o Itamaraty, no tocante à agenda bilateral, os dois presidentes acordaram a retomada das consultas regulares no âmbito do Mecanismo Bilateral de Consulta Política, estabelecido em 2005, para passar em revista todos os aspectos das relações bilaterais e trocar impressões sobre questões regionais e internacionais de interesse mútuo; a retomada das negociações para a ampliação do Acordo de Alcance Parcial nº 41, com vistas a abranger maior número de setores econômicos e estimular os fluxos comerciais bilaterais; o lançamento de negociações sobre certificações sanitárias e fitossanitárias bilaterais, a fim de criar quadro jurídico e técnico adequado para o comércio agrícola e ajudar a promover a segurança alimentar em ambos os países.

Apex-Brasil

Além disso, também há a perspectiva de realização de um seminário bilateral envolvendo as comunidades empresariais dos dois países, a ser coordenado, do lado brasileiro, pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com foco em novas oportunidades no setor de petróleo e gás, e a previsão de realização de uma missão da Apex-Brasil a Paramaribo, com o objetivo de compartilhar a experiência brasileira na criação e na operação de uma agência de promoção comercial e a análise das possibilidades, à luz do desenvolvimento da indústria de petróleo e gás offshore no Suriname, de cooperação relacionada à construção de capacidade técnica e institucional, ao desenvolvimento de conteúdo local e a energias renováveis, bem como de oferta de possíveis serviços relacionados ao setor energético ao Brasil, respondendo às necessidades dos estados da região Norte do país.

O reforço das relações tem como objetivo, segundo o Itamaraty, "ressaltar a importância da colaboração no campo da interconexão elétrica entre Brasil, Guiana, Guiana Francesa e Suriname, e incentivar o Banco Interamericano de Desenvolvimento a prosseguir com a nova fase dos estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental, no âmbito do Memorando de Entendimento assinado em 2019 por aquela instituição e as empresas de energia dos países interessados", apontou, emendando a intensificação da atual cooperação em segurança, com foco na colaboração na área de segurança pública e no combate ao crime organizado transnacional.

"É uma possibilidade de se conseguir isso aí para dar um alívio. Se bem que, deixo claro, a questão da inflação está no mundo todo acontecendo", completou.

Na quarta-feira (19), em entrevista ao Pingo nos Is, o chefe do Executivo comentou sobre a iniciativa, afirmando que a mesma já está quase pronta e que será apresentaria no retorno dos trabalhos no Congresso.

"Reconheço a inflação de alimentos, reconheço a alta do combustível, falo de um porquê. Fora do ar aqui falava-se de uma proposta que poderíamos enviar ao Congresso que mexe com combustível. Sim, existe essa proposta, não quero entrar em detalhe, vai ser apresentada no início do ano. Nós procuramos aqui reduzir carga tributária, muitas vezes ser obrigado a encontrar uma fonte alternativa, você não pode apenas reduzir isso daí e vamos fazendo o possível", disse na data.

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